quinta-feira, 15 de abril de 2010

Verde Tiras

Tomei a liberdade de postar aqui uma "tirinha" do site Verde Tiras.
Para quem não conhece, o VerdeTiras é, como diz o seu próprio criador Sérgio Antônio Ulber, "mais um blog de tirinhas". Na descrição do site, Sérgio diz que as primeiras tiras foram criadas baseadas na obra Assim Falou Zaratustra, de F. W. Nietzsche, enquanto concluía os compromissos acadêmicos, no final de 2008. A proposta era adequar a linguagem usada pelo filósofo para uma forma contemporânea de expressão, sugerir uma interpretação e aplicá-la em pontos de ônibus. O objetivo disso era incentivar a leitura e o conhecimento popular das obras de renomados autores, criar uma intervenção urbana e utilizar uma mídia alternativa para fugir das tradicionais publicações em livros, revistas, jornais e sites. Por motivos financeiros, o projeto não pode ser completamente executado. Então, em maio de 2009, foi criado, gratuitamente, o blog VerdeTiras (verdetiras.blogspot.com). Nessa época, as tiras começavam a ser influenciadas, principalmente, por Quino (Mafalda), Schulz (Peanuts) e o já mencionado Nietzsche. Em novembro de 2009, o blog foi “fechado para reformas” e permaneceu assim até fevereiro de 2010. Atualmente a LAPIS Comunicação e Cultura é a principal apoiadora do VerdeTiras.
Lendo algumas das tirinhas, encontrei essa abaixo que não pude deixar de indicar. Bem sacado pelo Sérgio! Todo vegetariano conhece a velha pergunta "retórica": Se tu não come carne, tu come o quê? Dá-lhe Chico!!


terça-feira, 13 de abril de 2010

Publicidade engajada

Recebi, hoje, um e-mail que achei muito legal. De um jeito inteligente, campanhas de concientização são elaboradas para que a mensagem cause um maior "impacto" no receptor.
Algumas imagens são surreais, mas revelam que certas atitudes e comportamentos insensatos, ou a falta de ações dignas, causam consequências danosas a outros seres, à sociedade e ao planeta.
Que a "redentora" informação possa contribuir para colocarmos um fim nessas situações e construirmos um mundo melhor.



segunda-feira, 5 de abril de 2010

atave - a avicultura escancarada

Um vídeo já bem conhecido e difundido nos sites e blogs veg(etari)anos. Quando a informação é boa, não podemos deixá-la cair no esquecimento. Por isso, quis postá-lo (o vídeo) aqui.
É um curta-metragem que mostra a realidade da produção de carne e ovos de galinha. Todas as imagens são de estabelecimentos de Pernambuco e foram capturadas entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009.
O documentário foi selecionado para exibição no festival Comunicurtas (PB) e obteve o segundo lugar na 1.ª Mostra Internacional de Cinema Pelos Direitos dos Animais (PR).
Já escrevi sobre isso, mas quero ressaltar, novamente, a importância em saber como são produzidos os alimentos que consumimos.
Para refletir, antes de ir ao mercado e comprar um frango congelado, ou assado, ou frito à passarinho, ou uma "coxinha" na lanchonete, ou um McChicken no McDonald's. Isso vale, também, para ovos e todos os produtos que contém esse ingrediente.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=o0L6pz2KhIg


quarta-feira, 31 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

20 de março - Dia Mundial Sem Carne



O Dia Mundial Sem Carne, (Meat Out Day), é um evento internacional promovido por FARM (Farm Animal Reform Movement) que tem como objetivo esclarecer e ajudar todas as pessoas no sentido de praticarem uma dieta benéfica para o organismo e sem crueldade e violência contra os animais. Desde 1985, quando surgiu, o movimento tem alcançado um crescimento explosivo e é hoje uma grande campanha educativa para uma dieta vegetal e, ao mesmo tempo, em favor dos animais.

quarta-feira, 10 de março de 2010

3º Salão Vegetariano




Um dos espaços de maior sucesso na edição de 2008 e 2009 da NaturalTech - o Salão Vegetariano volta a acontecer de 20 a 23 de maio de 2010.

Local do Evento: PAVILHÃO DA BIENAL
Parque Ibirapuera, Portão 3
04094-000 - São Paulo - SP - Brasil
Telefone: (11) 5574 5922
Telefax: (11) 5549 0230

Saiba mais em: http://www.svb.org.br/vegetarianismo/index.php?option=com_content&view=category&id=296:3o-salao-vegetariano&Itemid=231

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cultura e tradição

Neste último feriado (carnaval) estava com amigos e parentes em um sítio. Formávamos um grupo de 18 pessoas que passaram juntas 4 dias, longe do confete e da serpentina. Durante esse período, pude observar como é interessante o convívio de pessoas que tem hábitos diferentes. As discrepâncias são muitas, surgem nos pequenos detalhes. São gostos, preferências, idéias que se chocam. Ainda bem que o homem é um "animal sociável".

Das dezoito, o único vegano era eu. Havia, também, um vegetariano. O restante era onívoro. Como sempre, tive de desfiar as inúmeras razões que me fizeram tornar vegano. Todos os veganos e vegetarianos sabem como é isso: qualquer reunião que aconteça, seja Natal, festa de aniversário, Páscoa ou, simplesmente, um fim-de-semana no sítio, temos de nos "justificar" porque deixamos de comer carne. Há, mais ou menos, seis anos sou vegetariano e toda vez é a mesma coisa. Os "carnívoros" não se conformam. E sabemos porque: eles não querem admitir que estamos certos. E, com isso, admitir que estão errados. Afinal, são tantas as vantagens que uma dieta vegetariana traz que só quem é ruim da cabeça ou doente do pé não adere a ela.

Dentre os muitos argumentos que foram utilizados pelos "contestadores", tem um sobre o qual quero escrever. Eu falava sobre a semelhança entre os animais. Disse que um porco não diferia de um cão ou mesmo de um gato. E usei aquela famosa indagação: "Se amamos uns, porque comemos outros"? A resposta foi: "Não como cão porque não faz parte da nossa cultura comê-lo. Se fosse, não teria nenhum problema em comer".

Já escrevi, em outras oportunidades, que, para mim, um dos grandes problemas em se aceitar o veganismo funda-se na questão de valores. Valores tem relação com tradição e cultura. Consultei o Houaiss e encontrei essas acepções que se enquadram aqui:

Tradição: "herança cultural, legado de crenças, técnicas etc. de uma geração para outra; conjunto dos valores morais,espirituais etc., transmitidos de geração em geração".

Cultura: "conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social".


Como vemos, as tradições fazem parte da cultura de um povo. Penso que é muito importante que essas tradições sejam lembradas para que se preserve a história e possamos entender a origem e evolução do homem. Mas, isso não quer dizer que elas (tradições) não possam ser questionadas, re-avaliadas, re-pensadas, segundo a visão moderna. Hoje, o acesso à informação é muito maior e mais rápido. Já se sabe que uma alimentação vegetariana/vegana é saudável e suficiente para suprir as necessidades fisiológicas do ser humano. Já são conhecidos, e muito difundidos, os maus tratos que são infligidos aos animais nos matadouros, nas granjas, nas fazendas leiteira, de produção de carne e de pele. Então, por que fechar os olhos a essa cruel realidade que os animais vivem e insistir num hábito (comer carne) que torna o homem o mais selvagem dos animais?

Há várias campanhas do
PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) bem difundidas no meio veg(etari)ano, e bem inteligentes, por sinal, que discutem essa questão das "tradições". Antigamente, era tradição apedrejar (até a morte) mulheres "pecadoras" em praça pública, queimar bruxas em fogueiras, resolver diferenças em duelos, possuir escravos. Todas elas foram superadas porque, felizmente, o bom senso prevaleceu. Por que esse mesmo senso não é capaz de perceber o quão errado está, quando estima a valia dos animais?

Li, recentemente, uma frase de
Claude Pasquini, que diz, em poucas palavras, o que estou querendo dizer aqui:
Uma injustiça continua sendo uma injustiça, mesmo que todo mundo a cometa.


Estima-se que o gênero
Homo tenha entre 1,5 e 2,5 milhões de anos de existência. Desde então, muita coisa mudou. Suas ancas ficaram mais estreitas, o sistema sudoríparo desenvolveu-se, as pernas mais compridas que os braços, a pilosidade reduziu, presença de branco nos olhos, o cérebro aumentou. A inteligência do homem superou (e supera) todos os limites. Filósofos, matemáticos e cientistas enaltecem a espécie humana. Sobre valores, ética e moral foram escritos vários compêndios e tratados. Contudo, há, ainda, uma semelhança que persiste entre os dois extremos (o selvagem e o civilizado): ambos continuam com pedaços de carne entre os dentes.

Para tornar os meus argumentos mais sólidos, postei, abaixo, um vídeo que contém frases/pensamentos de personalidades reconhecidas pelas atividades que desenvolveram. Assistam e reflitam.