quarta-feira, 10 de março de 2010

3º Salão Vegetariano




Um dos espaços de maior sucesso na edição de 2008 e 2009 da NaturalTech - o Salão Vegetariano volta a acontecer de 20 a 23 de maio de 2010.

Local do Evento: PAVILHÃO DA BIENAL
Parque Ibirapuera, Portão 3
04094-000 - São Paulo - SP - Brasil
Telefone: (11) 5574 5922
Telefax: (11) 5549 0230

Saiba mais em: http://www.svb.org.br/vegetarianismo/index.php?option=com_content&view=category&id=296:3o-salao-vegetariano&Itemid=231

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cultura e tradição

Neste último feriado (carnaval) estava com amigos e parentes em um sítio. Formávamos um grupo de 18 pessoas que passaram juntas 4 dias, longe do confete e da serpentina. Durante esse período, pude observar como é interessante o convívio de pessoas que tem hábitos diferentes. As discrepâncias são muitas, surgem nos pequenos detalhes. São gostos, preferências, idéias que se chocam. Ainda bem que o homem é um "animal sociável".

Das dezoito, o único vegano era eu. Havia, também, um vegetariano. O restante era onívoro. Como sempre, tive de desfiar as inúmeras razões que me fizeram tornar vegano. Todos os veganos e vegetarianos sabem como é isso: qualquer reunião que aconteça, seja Natal, festa de aniversário, Páscoa ou, simplesmente, um fim-de-semana no sítio, temos de nos "justificar" porque deixamos de comer carne. Há, mais ou menos, seis anos sou vegetariano e toda vez é a mesma coisa. Os "carnívoros" não se conformam. E sabemos porque: eles não querem admitir que estamos certos. E, com isso, admitir que estão errados. Afinal, são tantas as vantagens que uma dieta vegetariana traz que só quem é ruim da cabeça ou doente do pé não adere a ela.

Dentre os muitos argumentos que foram utilizados pelos "contestadores", tem um sobre o qual quero escrever. Eu falava sobre a semelhança entre os animais. Disse que um porco não diferia de um cão ou mesmo de um gato. E usei aquela famosa indagação: "Se amamos uns, porque comemos outros"? A resposta foi: "Não como cão porque não faz parte da nossa cultura comê-lo. Se fosse, não teria nenhum problema em comer".

Já escrevi, em outras oportunidades, que, para mim, um dos grandes problemas em se aceitar o veganismo funda-se na questão de valores. Valores tem relação com tradição e cultura. Consultei o Houaiss e encontrei essas acepções que se enquadram aqui:

Tradição: "herança cultural, legado de crenças, técnicas etc. de uma geração para outra; conjunto dos valores morais,espirituais etc., transmitidos de geração em geração".

Cultura: "conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social".


Como vemos, as tradições fazem parte da cultura de um povo. Penso que é muito importante que essas tradições sejam lembradas para que se preserve a história e possamos entender a origem e evolução do homem. Mas, isso não quer dizer que elas (tradições) não possam ser questionadas, re-avaliadas, re-pensadas, segundo a visão moderna. Hoje, o acesso à informação é muito maior e mais rápido. Já se sabe que uma alimentação vegetariana/vegana é saudável e suficiente para suprir as necessidades fisiológicas do ser humano. Já são conhecidos, e muito difundidos, os maus tratos que são infligidos aos animais nos matadouros, nas granjas, nas fazendas leiteira, de produção de carne e de pele. Então, por que fechar os olhos a essa cruel realidade que os animais vivem e insistir num hábito (comer carne) que torna o homem o mais selvagem dos animais?

Há várias campanhas do
PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) bem difundidas no meio veg(etari)ano, e bem inteligentes, por sinal, que discutem essa questão das "tradições". Antigamente, era tradição apedrejar (até a morte) mulheres "pecadoras" em praça pública, queimar bruxas em fogueiras, resolver diferenças em duelos, possuir escravos. Todas elas foram superadas porque, felizmente, o bom senso prevaleceu. Por que esse mesmo senso não é capaz de perceber o quão errado está, quando estima a valia dos animais?

Li, recentemente, uma frase de
Claude Pasquini, que diz, em poucas palavras, o que estou querendo dizer aqui:
Uma injustiça continua sendo uma injustiça, mesmo que todo mundo a cometa.


Estima-se que o gênero
Homo tenha entre 1,5 e 2,5 milhões de anos de existência. Desde então, muita coisa mudou. Suas ancas ficaram mais estreitas, o sistema sudoríparo desenvolveu-se, as pernas mais compridas que os braços, a pilosidade reduziu, presença de branco nos olhos, o cérebro aumentou. A inteligência do homem superou (e supera) todos os limites. Filósofos, matemáticos e cientistas enaltecem a espécie humana. Sobre valores, ética e moral foram escritos vários compêndios e tratados. Contudo, há, ainda, uma semelhança que persiste entre os dois extremos (o selvagem e o civilizado): ambos continuam com pedaços de carne entre os dentes.

Para tornar os meus argumentos mais sólidos, postei, abaixo, um vídeo que contém frases/pensamentos de personalidades reconhecidas pelas atividades que desenvolveram. Assistam e reflitam.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Eva Mendes e o respeito pelos animais

A atriz norte-americana Eva Mendes gravou uma declaração para a Organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) onde diz como iniciou sua relação com a Organização e passou a respeitar os animais.

Atriz de inúmeros sucessos - entre eles: Hitch-Conselheiro Amoroso, Motoqueiro Fantasma, The Spirit, + Velozes + Furiosos, Por um Triz - Eva conta que é eternamente grata ao PETA por dar-lhe consciência em relação ao direito dos animais.

Segundo ela, tudo começou em um evento de "tapete vermelho", em Nova York, quando usou um casaco de peles. Aí...





Fonte: Vista-se

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Veg-ano novo, vida nova



Era o primeiro Natal vegano de Carol e ela estava muito feliz. Porém, como todo vegano-ativista, preocupava-se em difundir a idéia de se comemorar o Natal com uma refeição que não tivesse animais mortos. Pesquisou na internet e descobriu que são consumidos, aproximadamente, 250 milhões de perus na Europa e 17 milhões no Reino Unido. Nos Estados Unidos, no Dia de Ação de Graças, há indicações de que são consumidos de 40 a 90 milhões de perus. No Brasil, considerado o terceiro maior produtor de perus do mundo, atrás dos Estados Unidos e União Européia, o grande produtor é o Paraná que em 2008 produziu 11,6 mil toneladas de aves especiais, só para as festas de final de ano. Isso tudo sem contar os chesters, frangos defumados, patos, tenders, leitões, cordeiros, cabritos, peixes, etc.

É a celebração do início de uma "nova vida" com uma refeição feita à custa do extermínio de uma "vida inocente".

Carol bem que insistiu, tentou falar com seus pais, irmãos, parentes e amigos que estavam reunidos para a ceia. Alguns mostraram interesse pelo assunto e fizeram perguntas. Outros, fizeram de conta que não era com eles. No final, a única ceia vegana foi a dela. Paciência, pensou. Não se pode ganhar todas as batalhas. O importante é não desistir de lutar.

Passou a semana e chegou a despedida do ano. Novos preparativos, novas comemorações. Infelizmente, mais animais mortos. Hora de se fazer o balanço, de lembrar o que de bom aconteceu, de apagar o que precisa ser apagado, de melhorar o que precisa ser melhorado. Hora de se fazer planos para o novo ano que começa. E Carol estava repleta de planos! Afinal, o veganismo, além de todos os benefícios que traz à saúde, ao meio-ambiente e aos animais, dá, aos seguidores de sua filosofia, um vigor, uma energia moral que faz com que o vegano esteja sempre disposto a melhorar-se e melhorar o que está ao seu redor.

Por um momento, Carol parou e começou a observar as pessoas a sua volta. Viu como todas estavam felizes e esperançosas em relação ao novo ano. Lembrou-se que muitas pessoas não gostam dessa época porque acham que as festas são feitas de hipocrisia, fingimento e sorrisos forçados. Ela, contudo, refletiu sobre isso e teve uma perspectiva diferente. Será que, ao contrário do que dizem, não seria essa uma época em que as pessoas são mais verdadeiras, mais autênticas? Época em que elas se dedicam a fazer o melhor para agradar os familiares, os amigos e, por que não, agradar a si mesmas. Que bom seria se esse "espírito" tomasse conta de todos, em todos os meses do ano.

É uma pena que a grande maioria das pessoas ainda não conheça os preceitos do veganismo. Se os conhecessem, com certeza, teria a força interior necessária para impulsioná-la a realizar aquilo a que se propõe, a atingir seus fins ou desejos, teria ânimo, determinação e firmeza para alcançar seus ideais. Os princípios do veganismo, se ainda não são bem compreendidos, com certeza são socialmente aceitos e só trazem benefícios a todos.
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Não deixe de ler Yes Vegan (como Carol se tornou vegana)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amigos abandonados



Li, recentemente, um texto bem interessante no Jornal on line da Rede Bichos, intitulado "Os amigos abandonados", extraído de uma matéria, de mesmo nome, na revista Veja ( http://veja.abril.com.br/200110/amigos-abandonados-p-100.shtml ).

No verão, quase dobra a quantidade de cães brasileiros que vão parar nos abrigos ou nas ruas porque seus donos não os querem mais.

Eis um trecho da matéria:

"Assim como agosto é chamado o mês do cachorro louco, o verão é a estação do cachorro abandonado. Muita gente viaja, não tem onde deixar o bicho e prefere abrir mão dele. A Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), que abriga 8 000 cães e gatos no Rio de Janeiro, costuma acolher em média quarenta animais abandonados por dia – no verão, o número sobe para sessenta. Calcula-se que haja no planeta 250 milhões de cães domésticos, 32 milhões deles no Brasil – a segunda maior população canina do mundo, atrás apenas da dos Estados Unidos. Além das férias, entre os motivos mais frequentes que levam muitos donos de cachorros a abandoná-los estão a mudança da família para uma casa menor, a perturbação causada pelos latidos e o desconhecimento do trabalho que dá criar um animal".

Além de falar das consequências causadas aos animais devido o abandono, a matéria relata o trabalho de entidades de proteção que recolhem esse animais e procuram destiná-los a novos lares. Descreve, também, o trabalho de pessoas que aderiram à causa e lutam pela vida dos animais, heroicamente, como é o caso da atriz Betty Gofman e do biólogo Lito Fernandez.

Por fim, cita um fator que colabora para elevar o número de cães abandonados: de tempos em tempos, torna-se moda possuir um animal de determinada raça.



Leiam a matéria completa em: http://redebichos.ning.com/group/jornalonlineredebichos/forum/topics/os-amigos-abandonados

Fonte: Rede Bichos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Conheça a REDE BICHOS - A rede dos protetores



Rede Bichos é uma rede social criada para salvar a vida do maior número possível de animais, com o objetivo de reunir pessoas que querem fazer algo para acabar com o abandono e o descaso em relação aos animais.

Propósito da Rede Bichos:

“Esta REDE será mais um caminho, além dos já existentes, para que consigamos reunir o maior número de pessoas possíveis na internet, em prol dos animais, e divulgar para pessoas de diferentes localidades mensagens a respeito de animais que precisam de maiores cuidados. É uma rede séria, sem fins lucrativos e a intenção é exclusivamente salvá-los, não importando qual seja o animal.
Para você entender melhor, a REDE BICHOS é uma espécie de Orkut exclusivamente feito com o propósito de reunir protetores e amantes de animais que tenham a intenção de salvá-los. Aqui você pode ter sua própria página também, adicionar amigos, inserir fotos, vídeos, participar do chat e ainda postar no blog coletivo. É bem legal!”

O QUE A REDE BICHOS – INCENTIVA
Proteção ao animal que tenha começo, meio e fim. Resgate, abrigo, cuidados, vacinação, castração e adoção acompanhada, com termo de posse responsável assinado.

O QUE A REDE BICHOS - NÃO INCENTIVA
A compra e o comércio de animais. Quem vende animais, não está preocupado com seu futuro, mas com o lucro.

Alguns dos projetos de proteção importantes:



Existem vários fóruns para troca de idéias, dicas, informações, campanhas, pedidos de auxílio, animais para adoção, etc. Há, também, uma discussão sobre a criação de um Partido dos Animais.

Atualmente, a Rede Bichos conta com mais de 1300 membros, 3000 fotos, 200 vídeos, 700 tópicos, 70 eventos e 210 postagens no blog.

Até o final deste ano, eles querem atingir a marca de 5000 membros.

Vamos participar e divulgar esta idéia, para ajudar nossos amigos protetores.

site: http://redebichos.ning.com/


Assistam o vídeo. Não conhecia essa música. É muito bonita!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os números do holocausto animal


Acabei de ler um artigo muito bom, escrito por Rafael Bán Jacobsen, no Vista-se. Ano novo, velhos números foi escrito como uma mensagem de alerta, para todos nós vegetarianos e veganos: devemos redobrar nossas forças, nesse novo ano que se inicia, para fazer com que o debate sobre direitos animais cresça e alcance uma parcela maior da sociedade. Somente através da informação, divulgando o que acontece nos matadouros e o sofrimento que é imposto aos animais, conseguiremos reverter esses números.

Em seu artigo, Rafael baseou-se em estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), do ano de 2003, apresentadas pelo Secretariado da União Vegetariana Europeia, sobre o número de animais mortos no mundo, para consumo humano, durante aquele ano. Os números foram estabelecidos a partir de relatórios provenientes de mais de 210 países, lembrando que alguns países e territórios não fornecem dados. Chegou-se a impressionante marca de 50 bilhões, 2 milhões a cada vinte minutos.

Rafael também descreve a impressão do romancista russo Leon Tolstói, quando passou pela experiência de visitar um matadouro:

Não existe mau cheiro, som, monstruosidade aos quais o homem não consiga se acostumar a ponto de deixar de ver, escutar e cheirar a aparência, o som e o odor do mal.

Ele, ainda, faz comparações com os números de vítimas da guerra, da AIDS, de acidentes no trânsito em um único feriado. E chega à conclusão que o morticínio animal é matematicamente incomparável.

Não deixem de ler. É, realmente, imperdível. E, se possível, deixem seus comentários.

Ano novo, velhos números
em
http://vista-se.com.br/site/ano-novo-velhos-numeros#comment-8479